terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Simpáticos? Só alguns...

O povo açoriano tem fama de ser simpático, hospitaleiro. Sempre teve. E continuará a ter porque de facto é simpático, amigo de ajudar, hospitaleiro. Somos assim, sem dúvida. Mas como em tudo, há casos e casos, não há regra sem excepção. E as excepções são cada vez mais frequentes.
Atente-se nas grandes superfícies de Ponta Delgada.
É impressionante.
A grande maioria das pessoas que nos antendem são antipáticas. São desleixadas. Parece que estão ali por favor. Atendem-nos a olhar para o dia de ontem. Dão a impressão que ninguém lhes paga e toda a gente lhes deve.
Cúmulo dos cúmulos são o Hiper Solmar e o Modelo. A grande maioria dos caixas que lá trabalham são de uma antipatia inquietante. Muitos deles fazem questão até de evidenciar a sua má disposição. Os clientes até se sentem mal, sinceramente.
Dois exemplos: No Modelo, dirigi-me a um caixa e paguei as minhas compras ,não estando mais ninguém na fila. Ia eu a sair, e chegou mais uma pessoa com compras. O caixa pura e simplesmente começou refilar sozinho, mas de forma a que as pessoas próximas percebessem, como se aquele cliente devesse ter escolhido outro caixa, só para não lhe dar trabalho. No Solmar então... bem... Fui recentemente atendido por um caixa que se limitou a ignorar-me desde que cheguei até que me fui embora. Pegou nas compras, passou-as no scanner, e nem o total me disse. Impressionante. E enquanto me fez a conta, foi olhando para todos os lados menos para aquilo que estava realmente a fazer.
E como estes, muitos mais exemplos poderiam ser referidos.
Ninguém pede para ser recebido com passadeira vermelha e sorrisos de orelha a orelha, mas um meio termo não ficaria mal.
São mal pagos? Pois se calhar são. E que culpa têm os clientes?
Vivem dependentes do trabalho precário, com contratos que muitas vezes nem renovados são, com ordenados mínimos e com horas extras mal pagas? Pois às tantas assim é, mas que culpa têm os clientes?
E quem fala nestas duas grandes superfícies, fala também em muitas das lojas dos centros comerciais desta terra.
Onde é que está o problema? Na cabeça de alguns? Na (falta de) vontade de outros?
Em algum lado está, isso é garantido.

4 comentários:

Mr-FliP.com Blog disse...

Xanam !!!

Cheguei ( e ao contrario do que possam pensar ) não pra defender a camisola mas sim para fazer uma ou outra observação.

P'los vistos sou o unico que aqui escreve, logo, vou-me dar ao direito de escrever sobre, e na extensão que me apetecer.

Venho por este meio deixar ao senhor zirigunfo, duas ideias para analisarmos:

1º Pelo pouco que sei, e referente a uma das referidas superficies (Qual será?), muitos funcionários são submetidos a diversas acções de formação, ou em minimos, em prazos curtos de tempo, a um factor de aprendizagem em cadeia ( de superior ou funcionário mais antigo ) por forma a serem preparados para o (ingrato) atendimento ao publico.

Se por um lado todos nós os açorianos temos o nosso lado de bem receber, parece-me também que, e longe de mim cuspir no prato que comi porque adoro o sitio onde nasci, particularizando, nós os micaelenses (propriedade que o sr. zirigunfo não goza) temos um pouco de "frontalidade excessiva" que se demonstra na sua forma mais natural, por exemplo na nossa pronuncia, "Ou cmé qué ? Dous aboios e um arrejeto".

Assim sendo acho que o nosso forte não é mesmo provavelmente o sector do atendimento ao publico (o que se nota perfeitamente por exemplo no nosso sector de turismo).

Se bem que o cliente não tem realmente culpa, que não o tem, acho que é demasiado fácil, culpar as causas com os males de que (todos) os portugueses sofrem (insatisfação constante), ou seja, provavelmente o mal será das proprias pessoas.

Sera que o mesmo cliente, ao fazer o seu seviço, prima pela atenção, educação, disponibilidade ou meramente completaa cadeia ?

Como se pode "obrigar" alguem a sorrir quando está a trabalhar ? Somente quando essa pessoa quer, ou se prezar o seu posto de trabalho. Se ganhar mais ? será que vai sorrir sempre ? Ou passado 2 meses estará novamente a refilar porque o cliente trouze 11 artigos na caixa de 10 ?

Será que a resposta está em investir num plano de carreira ? Com a flutuação de trabalhadores que existe, por exemplo, no segmento referido ( caixas ) como encarar a dinamização do trabalhador a longo prazo ?

2º Agora, gostaria de deixar em aberto aqui ao Sr. Zirigunfo, o qual lhe conheço o gosto de comprovar todas as suas teorias, o á vontade para tentar usar da minha influencia, e tentar-lhe arranjar um lugarzinho a embrulhar prendas agora aqui no natal, para que, estando no meio, possa compreender as razoes de tal insatisfação pelas pessoas. (ainda faço um pézinho aos nos domingos e feriados para auxiliar as investigações porque afinal, isso é uma boa analise de recursos humanos).

Num próximo post espero a resposta do Sr. Zirigunfo a sua propria pergunta no final do post, estando certo que a sua opiniao, divergira, necessariamente da minha ;)

C/ um abraço ( From the One and Only ZiriBlogger )

Mr. FliP

Anónimo disse...

Caro Zirigunfo:

Anónimo disse...

Caro Zirigunfo:
Bem vindo ao mundo dos "McJobs".
Já pensei várias vezes se era impressão minha ou se era dejá vu o facto de a maior parte do atendimento em grandes superfícies comerciais espalhadas por este país fora é da qualidade mais rasca e impessoal que se pode imaginar. É dejá vu, pois isto acontecia-me muitas vezes nos EU e também em Paris (ok, os gauleses são todos assim!). A minha atitude favorita (pah, que tal começar uma coleção "Cromos do Atendimento"??) é aquela em que, enquanto a aviar os clientes através das respectivas caixas, os operadores(as) travam conversas pessoais entre eles, tal e qual como se estivessem numa mesa de café. So lhes faltam as bicas ã frente e óculos de sol estilo "Pedro Abrunhosa".
O fenómeno, pelo menos por bandas lusas, pode ser explicado, talvez, pelas pobres práticas de contratamento laborial que estas empresas utilizam, e não só. Parece-me, pelo menos a mim, que em Portugal, os empregadores, em geral, preferem dar acesso aos já poucos postos de trabalho existentes àqueles que apresentarem, como qualidade de personalidade principal, um desespero por trabalhar tão grande que aceitam toda e qualquer condição que se lhes imponha, incluíndo o salário mínimo de miséria. E não penses que o Estado está isento de culpas: é ele próprio, em parte, o fomentador desta situação, pois incentiva o contratamento das camadas populacionais mais desfavorecidas através de incentivos fiscais.
Há muito mais que pode dizer acerca disto, mas posso afirmar, por experiência própria, que isto não é um caso isolado de "mau portuguesismo". É mais um belo exemplo dos "benefícios" de estarmos mais e mais enbrenhados na consciência da "Aldeia Global".
O teu amigo Arroja ;-)

Anónimo disse...

concordo com td o k se disse1 na ilha de são miguel o atendimento e os serviços são a coisa mais horrenda k ja vi em toda a minha vida!!!! quando entras numa loja até parece k na tens €€€€€€ pa pagar as compras com a cara k te olham as empregadecas que nem se vestir sabem muito menos falar correctamente o nosso portugues (e é so isto pra na tar aki a falr das linguas estrangeiras...) se as pessoas na estão satisfeitas com o seu salário, com a sua posição na empresa ou com a empresa em si, que se mudem!!! ou seker protestem lutem por akilo k tem direito (o k secalhar nunca aconteceu) há muito gente por ai que "dava os dedos" pra poder trabalhar numa caixa do hiper, numa perfumaria ou simplesmente numa loja de roupa interior.