O gajo que faz os horários dos comboios é cá dos meus.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
17:14, 19:52 e os minutos assim afiadinhos
domingo, 4 de agosto de 2013
Um país apanha-bolisticamente bem-educado
Tenho a ligeiríssima impressão que já li algo sobre isto.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Crónica do "é o que há"
sábado, 19 de janeiro de 2013
O poder do capital
Fui às compras.
Passei na prateleira da fruta e olhei para
as uvas.
Os nomes da educação
Sentado numa esplanada a ler o jornal, dou por mim a ser auditivamente
vandalizado por uma irritante criancinha aos berros e aos saltos e pelas
advertências éticas e morais da sua interveniente ( mas sempre sentada) mamã:
"oh Martim" isto, "oh Martim" aquilo.
domingo, 30 de dezembro de 2012
(deixemo-nos de) Tretas
Chegam-se os fins de ano e chegam-se mais perto as memórias
do que passou desde que cortámos com o ano anterior e dissemos que “agora é que
é” e “é desta que mudo” e “é desta que deixo de…” ou “é agora que começo a…”.
sábado, 27 de outubro de 2012
Do alto do meu metro e trinta e seis
domingo, 24 de junho de 2012
A formiga despropositada
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Debaixo d'água - Arnaldo Antunes
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Todo dia
(só) Agora - Arnaldo Antunes
sábado, 2 de abril de 2011
Para quem gosta de poesia
Para quem gosta de poesia sem rodeios nem floreados. E não se choca ou indigna com a língua portuguesa.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Doce solidariedade
Como não ponho açúcar no café, estou a juntar pacotinhos dele (açúcar) para levar para o continente, daqui a dias.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Incómodos e maçaduras
Incomodam-me as que não reagem.
Porque não dão luta.
Chateiam-me as que fogem de um assunto.
Por ser quase impossível confrontá-las.
Irritam-me as que assobiam para o lado.
Porque nunca é nada com elas.
Cansam-me as que andam à volta e não são capazes de dizer de uma vez ao que vêm.
Porque não olham de frente.
Espantam-me as que atacam violentamente sem olhar às consequências.
Porque não (se) sentem.
Chocam-me as que, um dia depois de atacar, agem como se nada se tivesse passado.
Porque esperam que seja tudo esquecido.
Transtornam-me as que fazem da hipocrisia, religião.
Porque se revelam falsas.
Maçam-me as que não têm, ou fingem não ter opinião.
Porque lhes falta espinha dorsal.
Constrangem-me as que acham que põem e dispõem.
Porque se revelam autistas autoritárias.
Enervam-me as que pensam que se pode viver de aparências.
Porque são ocas.
Entristecem-me as que não sabem ouvir.
Porque são casos perdidos.
Sim, falo de gente.
Essa gente.
domingo, 28 de novembro de 2010
Fracas imagens
Hoje em dia, qualquer caramelo compra uma Reflex digital.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Menu sem Táxi
Hoje decidiu-se cá em casa, comer sushi. Da Casa Velha Sushi Bar. Em casa. Encomendado através do “Táxi-Menu”.
Telefonei para a empresa entre o meio-dia e a uma da tarde.
Encomendei sushi para as 8 da noite.
Disseram-me o preço, pediram-me um contacto móvel e a morada de entrega, com pontos de referência.
Tudo explicado, tudo acertado, não pensei mais no assunto.
Aliás, pensei. Pensei qualquer coisa do género “pela taxa de serviço que levam, vale bem a pena, para quem não quer sair de casa, encomendar comida ao Táxi-Menu”.
Não devia ter pensado.
À noite, como não íamos comer apenas sushi, fui para a cozinha. Lula (açoriana) grelhada para o jantar. O sushi estava agendado no meu menu como primeiro prato.
Chegaram as 8 e a lula praticamente pronta a comer.
Passaram 10 minutos e a lula pronta. Passaram 15. E 20.
E às 8h27, mais segundo, menos segundo, o meu “contacto móvel” dá sinal de vida.
Do outro lado, alguém do Táxi Menu a alertar para um “pequeno” atraso inesperado que iria fazer com que o sushi encomendado estivesse em minha casa às... 9 da noite.
Uma hora depois do que tinha ficado combinado ao meio-dia e meia (mais minuto, menos minuto).
Feitas as contas, o sushi iria chegar a minha casa pouco depois da hora da sobremesa.
Resultado: encomenda cancelada.
Ainda perguntei porque é que, apenas 27 minutos depois da hora combinada de entrega do sushi, telefonavam a dizer que havia um “pequeno atraso” de uma hora.
Levei com um pedido de desculpas, muitas desculpas e retorqui qualquer coisa como “isto para a primeira encomenda, é um excelente 'cartão de visita', não haja dúvida”.
Mais pedidos de desculpas.
Não sei a quem se ficou a dever o atraso: se ao Táxi Menu, se à Casa Velha Sushi Bar.
Mas fiquei sem sushi e sem grandes referências, quer do Táxi, quer do restaurante.
É pena.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Desta coisa de se morrer de forma “prolongada”
Nunca percebi esta mania ou pancada (ou panca, para alguns) de se morrer de “doença prolongada”.
Uma pessoa morre com sida, que não é propriamente uma doença, mas sim a falta de defesas para salvaguardar o corpo de uma doenciopédia, morre de ataque cardíaco, enfarte, acidente vascular cerebral, morre de susto, de insuficiência cardíaca, respiratória, cancro, leucemia, neuroblastoma, hepatite alfabeticamente identificável, morre de amor, sufocado no orgulho próprio, morre de tédio, de gripe A,etc., etc., etc..
Por estas e por outras (doenças) não percebo esta mania de, nas televisões, rádios e jornais, dizer-se que fulano morreu de “doença prolongada”.
Actualmente, quem nas televisões, rádios e jornais morre de “doença prolongada”, morre cá para nós, de cancro.
Sendo certo que não conheço estatística que o prove, ponho a mão no fogo (eu não disse de quem seria a mão).
E eu, sinceramente não percebo, que pruridos alguém pode ter, actualmente, num mundo cancerosamente cancerígeno, em dizer que alguém morreu de cancro. Cancro disto, cancro daquilo, espalhado até ali ou até tudo quanto era sítio, cancro fatal. Morreu. De cancro. Morreu.
Esta atitude das televisões, rádios e jornais era até compreensível quando se começou a morrer de cancro. Ou melhor, quando se soube que os cancros existiam e matavam.
Nessa altura, o cancro, quase como a sida (digo eu, pelo menos tenho essa ideia) era sinónimo de uma vida de excessos e asneiras sucessivas.
Mas...hoje em dia, continua a ser essa, a ideia?
Às tantas é. E eu não sei.
Isto de se morrer de “doença prolongada” é quase tão mau como morrer-se de “doença súbita”.
Antes não morrer.



