No dia em que a última brigada de combate norte-americana sai do Iraque, recordo a figurinha patética dum Presidente prestes a declarar guerra contra o Iraque, supostamente em busca das armas de destruição maciça que Bush, o Bronco, dizia existirem.
Curiosamente este foi o primeiro post que publiquei no Zirigunfo e já na altura (29 de Novembro de 2004) rezava assim:
"Pretende-se apenas com esta fotografia contribuir para aclaração da leviandade ou leveza (como queiram) de quem recentemente foi reeleito presidente da mais complexada nação do mundo.
O homem, prestes a anunciar o início da ofensiva contra o iraque (em busca das armas de destruição maciça inexistentes) entrou em directo antes do tempo, erradamente (como é normal) e mostrou a sua verdadeira figura (a que muito boa gente apelida de figura de urso)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Recordar
Vida e morte
A nossa vida é uma espécie de luta contra a depressão, até à depressão final, a morte.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Hellenic "saga" Wind
Este ano optei por viajar de barco, nas férias.
A saga começou quando, depois de comprar as passagens, decidi mudá-las para a classe “Oversea”, da Atlânticoline.
Pela diferença de preço que não é nada do outro mundo, pelo conforto e pela expectativa de uma área mais reservada no barco, com menos gente e menos confusão.
A funcionária da empresa, se bem que muito simpática, teve que emitir os bilhetes por três vezes, porque nunca acertou ou na data, ou no nome ou no nº de bilhete de identidade.
Chegado o dia da viagem e a hora de embarque, no check-in, um funcionário dedicado e autoritário perguntou ao passageiro atrás de mim na fila, para onde ia. A resposta: “Praia da Vitória”. Resultado: se não por isso, a minha bagagem seguia viagem para esta cidade terceirense, em vez de seguir para São Jorge.
O embarque seguiu-se rápido, mas mesmo assim, não deve ter sido suficientemente rápido, porque o barco, o Hellenic Wind, saiu com 20 minutos de atraso. Tudo bem. De férias, não é nada que não se ature na boa.
Entrei no barco (que não conhecia) e comecei a passear de sala em sala, não para o conhecer, mas para encontrar a classe Oversea. Sozinho. Sem a ajuda de ninguém. É que não havia um único tripulante para indicar fosse o que fosse.
Só depois da partida encontrei quem indicasse para onde devia dirigir-me.
Excelente cartão de visita, sem dúvida.
Algum tempo depois de instalado, entrou uma tripulante na classe “VIP” (era o que estava escrito na porta), verificou os bilhetes aos passageiros e foi anunciando que tínhamos direito a café e águas à discrição.
A dita tripulante esteve não mais do que meia hora na sala do dito Oversea.
E desapareceu sem deixar rasto.
Depois disso, foi ver entrar outros passageiros na pseudo-classe “VIP”, saindo de cafés e águas na mão.
Não se percebe. Durante quase todo o percurso até à Praia da Vitória, nunca mais foi visto um tripulante na sala.
Nem da Praia da Vitória até às Velas.
Entre umas escapadinhas à “rua” e outras à sala de fumo, fui ao bar, para comer.
Pedi o que queria, disseram-me que não havia, eu tive de indicar onde estava o produto que pedi...
Pedi um tabuleiro e com a mesma rispidez desde o início do atendimento disseram-me “tem de o devolver depois de comer”... mesmo na classe Oversea?, perguntei... Humm? Você está na Oversss... ah pois está, não não, claro que não. Nós depois recolhemos. A mudança de “disposição” foi impressionante, não haja dúvida.
O tabuleiro, esse, é que ficou por recolher, até às Velas, onde saí. Às tantas até à Horta. Ou mais.
21.07.2010
Ontem deitei-me a pensar numa frase e faltou pouco para sair da cama e escrever essa frase.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Joaquins Dakar Faustinos
Acabei de ler no Facebook: “Miguel Barbosa relata ao Expresso as peripécias do seu dia-a-dia, ao volante de um Mitsubishi, nas etapas da Argentina e Chile que integram a edição de 2010 do rali Dakar. Clique para visitar os postais O Dakar visto de dentro.”
Claro que suscita a curiosidade de qualquer mortal que não ande em 2 ou 4 rodas a 200 e mais à hora, em “caminhos” de terra, lama, areia ou qualquer coisa do género.
E é claro que a figura desse “qualquer mortal” que não anda “em 2 ou 4 rodas a 200 e mais à hora” representa a grande maioria da população.
Certo é que, ao ler aquele parágrafo, dei por mim refazer o texto mentalmente, lendo qualquer coisa como “Joaquim Faustino relata ao Expresso as peripécias do seu dia-a-dia, ao volante da sua vida, nas etapas da subsistência e da teimosia que integram a casmurra edição de 2010 do rali “tu consegues”. Clique para visitar os postais A miséria do Joaquim Faustino vista de dentro.
O Dakar é mais notícia do que a vida miserável do Joaquim Faustino? Claro que é.
Afinal o Dakar acontece 15 dias por ano.
Já as vidas dos “Joaquins Faustinos” deste país, desta região, repetem-se dia após dia, todo o dia, todos os dias.
(Também) Por isso, as peripécias dos “Joaquins Faustinos” não são notícia nem despertam a curiosidade.
São o que são: mais do mesmo.
De todos os dias.
Mais um, menos um.
Joaquins Faustinos há muitos.
Por isso deixam de dar nas vistas.
É pena.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
The PEN Story
Esta é a história da Olympus PEN. Diz a Olympus que "This is the PEN Story in stop motion. We shot 60.000 pictures, developed 9.600 prints and shot over 1.800 pictures again. No post production! Thanks to all the stop motion artists who inspired us. ... "
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Post'irónico
Esta Terça-feira houve fogo de artifício na Torre de Belém.
Terá sido para comemorar o anúncio da passagem do desemprego para os 2 dígitos? (10,2%)?
5 anos? txiii
Este blogue fez 5 anos a 29 de Novembro e ninguém avisou!
Vou queixar-me ao dono desta espelunca.
domingo, 15 de novembro de 2009
Este post
Serve para dizer que apetecia agora escrever aqui qualquer coisa de muito profundo mas... só por via das coisas, não escrevo mais do que isto.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
"Estavam todos a dormir, ou não se sentem mesmo? Hã?"!
Alerta dos serviços geológicos norte-americanos
Sismo de magnitude seis ao largo dos Açores não foi sentido pela população
(no comments)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sismícia
"Houve" um sismo? "Houve". Aliás, um ou muitos mais. Cá "mais perto houve" um.
Onde? A mais de 450 kms dos Açores.
Isso quer dizer que foi "ao largo" dos Açores? Bom... quer... mas muiiiiito ao largo...
Foi sentido nos Açores? Não...
Mas foi notícia! Foi...
Não se registam sismos praticamente todos os dias? Registam-se.
Sismos que em grande parte nem são sentidos, certo? Certo, felizmente!
Quem os regista, normalmente? Bom, muitas entidades, entre elas, o CVARG.
E esses, registados e não sentidos têm sido notícia? Errr, não.
Então este foi notícia porquê? Bom, porque foi registado nos Estados Unidos da América...
Só por isso? Não, também porque teve uma magnitude de 6 na Escala de Richter...
Sim, mas não foi sentido, certo? Err, certo...
Em nenhuma ilha dos Açores, certo? Sim, pelos vistos...
Mas se o sismo teve uma magnitude 6, que intensidade teve? Onde? Nos Açores? Basta ver a Escala de Mercalli Modificada...
Ora, se a Escala de Mercalli Modificada mede precisamente o que nós sentimos e os estragos causados, este sismo de magnitude 6 teve uma intensidade de... de...
CERTO!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Heartattack and Vine
liar liar with your pants on fire, white spades hangin' on the telephone
wire, gamblers reevaluate along the dotted line, you'll never recognize
yourself on heartattack and vine.
doctor lawyer beggar man thief, philly joe remarkable looks on in disbelief,
if you want a taste of madness, you'll have to wait in line, you'll probably
see someone you know on heartattack and vine.
boney's high on china white, shorty found a punk, don't you know there ain't
no devil, there's just god when he's drunk, well this stuff will probably kill
you, let's do another line, what you say you meet me down on heartattack and
vine.
see that little jersey girl in the see-through top, with the peddle pushers
sucking on a soda pop, well i bet she's still a virgin but it's only twenty-
five 'til nine, you can see a million of 'em on heartattack and vine.
better off in iowa against your scrambled eggs, than crawling down cahuenga
on a broken pair of legs, you'll find your ignorance is blissful every goddamn
time, your're waitin' for the rtd on heartattack and vine.
Impressão digital
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
Que eu vejo no mundo escolhos
Onde outros com outros olhos,
Não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
Uns outros descobrem cores
Do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
Onde passa tanta gente,
Uns vêem pedras pisadas,
Mas outros, gnomos e fadas
Num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
Querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Green Greeeeeen... Yellow!
Há uma linha telefónica de/para Tabagistas Anónimos!!! ('no comments')...
Recebi uma nova lista telefónica: é sempre um acontecimento.
Esta, diz aqui, dá para 2009 e 2010. Páginas Brancas e Páginas Amarelas.
Optei pelas brancas. As amarelas “sabem-me” a publicidade enganosa.
Facto é que as brancas surpreendem-me.
Detenho-me na página 3: “Serviços de aconselhamento e apoio”.
Numa leitura na diagonal, deparo-me com uma realidade inesperada: há concorrência nestes “serviços”:Pára tudo! Até nos “serviços de aconselhamento e apoio” há concorrência! “#$%&!!!
Depois percebo algumas das diferenças: uns têm chamadas grátis, outros chamada local, outros ainda chamada com preço independente da distância.
Mesmo assim, é preciso constatar a concorrência que fazem as instituições, entre elas próprias.
O apoio à mulher é, de longe, aquele que mais mercado tem (supostamente).
Assim, só naquela, como quem não quer a coisa, deparo-me com a linha “igualdade e direitos das mulheres” (chamada grátis). Há também um ”centro de apoio à mulher” que se diz de “apoio a mulheres vítimas de violência. Abrigo” e que se diz disponível em horário de funcionalismo público. Claro que para ligar para essa linha, há que desembolsar: é um “296”.
Para aumentar a concorrência (digo eu) surge a SOS Mulher – UMAR (chamada local – apoio à mulher vítima de violência – das 7h às 24h). Isto para não perder muito tempo com a APAV, que surge logo de seguida e que é a Associação de Apoio à Vítima. E como vítima pode ser mulher ou homem, vou fazer de conta que esta não faz concorrência às outras.
Depois da mulher, vem a criança, claro.
SOS-Criança (chamada grátis), Criança Maltratada (tlf. de Lisboa) e Recados da Criança (grátis). Acham que uma criança com problemas conseguirá decidir qual delas utilizar? Duvido, mas enfim. Haja escolha.
E agora... a sério... a sério mesmo, não estou a brincar: sabiam que existe uma linha chamada de “Tabagistas Anónimos”???????!?!?!?!?!?
Tipo: “Olá, o meu nome é Mariano, tenho 37 anos, sou solteiro e fumo 'cma doido'... Por favor não espalhem a notícia, porque os meus pais não sabem que fumo, ok?”...
Tabagistas anónimos? Em frente...
Consultando esta única página fico ainda a saber que os alcóolicos têm uma sociedade contra eles. Todos. É precisamente a “Sociedade Anti-Alcoólica Portuguesa”. E os tabagistas? Não merecem uma linha contra a sua classe? É, digo eu, discriminação.
Entre a classe dos anónimos, há também os “Narcóticos” e (pasme-se) as “Famílias”.
A sério, há uma linha intitulada “Famílias Anónimas. Não posso é opinar sobre que assuntos se fala nesta linha porque na página não dizem mais nada. “Famílias Anónimas” e pronto. Se a minha família não aparecer nos jornais e/ou revistas, será que posso apresentar queixa nesta linha? Fica a dúvida.
Entre a SIDA também há concorrência: Linha SIDA ou a SOS-SIDA.
E o suicídio também tem anti-concorrência: SOS Voz Amiga – angústia, solidão e Prevenção do suicídio, para além da linha Telefone da Amizade – Apoio em Situações de Crise Pessoal e Suicídio.
Ou seja, numa situação de suicídio, o suicida deve telefonar para uma destas linhas?
Ah, já vos falei da existência dos Tabagistas Anónimos? A sério... Gente que fuma... anonimamente... gente perigosa, portanto. “Ah, tu pareces muito limpinho e tal e coisa mas às tantas... fumas! E não dizes a ninguém!”.
A finalizar esta página está o SOS Estudante – apoio emocional... Ó senhora, o professor deu-me uma nota de “==)”(#$%/”!!!!! Eu vou-lhe às fuças!!!!!!!!!! “ não faça isso... estude mais... ou elimine o Prof.... anonimamente, sei lá”.
Ah!, e os tabagistas? Ui ui.... ele há os conhecidos, que não têm linha telefónica dedicada e há os anónimos, esses sim, 'gandas malucos', com linha personalizada e tudo.
Mais do que arrepender-me de ter começado a fumar, depois de conhecer esta página da lista telefónica, arrependo-me de ter fumado em público!
Onde é que eu estava com a cabeça?

