terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Lições de Gestão...

Lição No.1 - Gestão do Conhecimento
Um homem entra no banho enquanto a mulher acaba de sair dele e se enxuga.
A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas.
Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz: "Eu dou-lhe 800 euros se você deixar cair essa toalha."
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua.
Bob, então, entrega-lhe os 800 euros prometidos e vai-se embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro "Quem era?"
"Era o Bob, o vizinho da casa ao lado." - diz ela.
"Óptimo! Ele deu-te os 800 euros que me estava a dever?"
Moral da história:
Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!


Lição No.2 - Chefia e Liderança
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lampada a óleo.
Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:"Eu só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós".
"Eu primeiro, eu primeiro." grita um dos funcionários. "Eu queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!" Puf! E lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:" Eu quero estar no Havai com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!" Puf e lá se foi.
"Agora você" diz o génio para o gerente. "Eu quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço." - diz o gerente.
Moral da História:
Deixe sempre o teu chefe falar primeiro


Lição Nº 3 - Zona de Conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta: "Eu posso me sentar como tu e não fazer nada o dia inteiro?"
O corvo responde: "Claro, por que não?"
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da História:
Para ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto

Lição Nº 4 - Motivação
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se quiser manter-se viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.
Moral da História:
Pouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr


Lição Nº 5 - Criatividade
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade.
Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras.
Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa.
Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam: "Nós não vamos sair daqui enquanto você não se for embora".
O fazendeiro responde: "Eu não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!"
Moral da História:
É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos

domingo, 14 de janeiro de 2007

Ziri, The Cat


quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Professor Maritimu

Vidente credenciado, com experiência comprovada em navegações astro-marítimas e economico-molhadas, prevê que:
1. A Atlanticoline vai acabar por alugar o Ilha Azul à Transmaçor (por várias razões).
2. A Atlanticoline NÃO vai conseguir alugar um segundo navio como os que exigiu aos concorrentes ao transporte marítimo de passageiros e viaturas inter-ilhas a tempo e horas.
3. A Atlanticoline NÃO vai iniciar a operação a 7 de Maio com dois navios.
4. O transporte marítimo de passageiros e viaturas inter-ilhas vai voltar a ser uma miséria, tal como foi com a Açorline, cujos barcos eram do terceiro mundo e tal como foi com a Transmaçor, que só arranjou um barco e nunca conseguiu cumprir o previsto no contrato.
5. Nem mesmo com o governo a gerir a "coisa", isto vai dar certo.
6. O Secretário da tutela ainda vai ter muita sarna para se coçar.
7. Dificilmente se vai saber e comprovar que a Transmaçor pagou os mais de 500 mil euros de multas, por não ter iniciado a operação a tempo, em 2006.
8. No meio da confusão (que anda cá por fora, porque o governo e a transmaçor teimam em pouco ou nada dizer acerca da trapalhada), a Transmaçor ainda vai minimizar prejuízos...
9. Quem vai (continuar a) perder é a malta que gostava de ter um serviço de transporte marítimo inter-ilhas decente e decente e decente, como os que existem em quase todos os arquipélagos civilizados (menos neste).
10. Pode haver, entre todos os desenvolvimentos futuros, até ao verão, remodealações governamentais.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Só naquela...

...convém referir que neste blog também se ficciona. É o caso dos últimos 2 (ou 3) posts :)

Desisto

Há dias em que desisto. Seja como quiseres, como quiserem, como for: que seja.
- Como queiras.
Acabo por chegar à conclusão que não me apetece batalhar mais, dizer que não, que talvez não, que nunca ou que se calhar, lá muito de vez em quando. E apetece-me ficar calado, sem que o meu silêncio diga sim embora saiba que é sim que tu ouves.
- Depois não digas...
Ir à varanda e ver a lua enorme e brilhante, excepto nos países da lua, que são mais escuros mas que mesmo assim ferem a vista e fazem inveja. Passo tanto tempo a olhar para a lua que quando desvio o olhar, vejo a lua na tua cara, nas paredes, no infinito, nas paredes das pálpebras quando fecho os olhos a ver se me livro dela.
- Sai-te, desaparece.
- Desculpa?
- Esquece, não é contigo.
- É com quem então, se não está mais ninguém aqui?
- Esquece, podes?
Se te dissesse, dava-te mais um argumento, mais uma razão, mais uma dúvida razoável, mais um pretexto.
Fui à varanda e voltei, não antes de reparar que a lua está enevoada, como se tivesse acabado de acordar, é mentira, já anda cá fora há horas, afinal, são só as nuvens, poucas, que parecem cortinas finas, daquelas que tenho à janela, só que noutra cor, mais claras, mais transparentes ainda.
- Sabes o que me irrita em ti?
Eu como se não soubesse que por vezes tudo te irrita em mim mesmo quando não estou...
- Vais responder ou é mesmo só para fazer que me incomodas?
A lua arredou as cortinas entretanto e veio dizer que o mar está espelhado, ali em baixo, vês?
- Irrita-me o facto de parecer que nada tem a ver contigo, que nada te afecta, não digas que é mentira, tens dias insuportáveis de tanta indiferença que te sai da pele, dos olhos, da boca calada.
Dias em que não me apetece existir ou existindo apetece-me passar despercebido e leve como as cortinas da lua, mas sem servir à lua, ficar ali só num canto do céu onde não dão por mim, onde estar ou não estar é indiferente, onde a escuridão, palavra da qual não gosto, é mais que muita e por isso, nem uma nuvem sobressai, por mais branca que seja (transparente é que sim).
- Não queres que te responda, pois não?
Não há vento nas árvores, mas há nas nuvens, as cortinas andam depressa, quem sabe se prestam serviço a outras luas que não a minha, a que já foi nossa.
- Já respondeste, mais valia teres ficado calado.
Qual é a ideia afinal de correr tanto, tão depressa, andar a muitos quilómetros por hora para lado nenhum, muitas vezes sem pensar para onde se vai, qual é a ideia, que ideia é essa?
- Até parece que andas sozinho neste mundo, que não tens responsabilidades.
Até certa altura pensava que o céu se forrava de cortinas durante noites inteiras porque a lua faltava ao trabalho, não vinha, não aparecia por não lhe apetecer.
- Até parece...
Depois pensei que nem sempre o mar gostava de ser espelhado. Cheguei a pensar que afinal, era tudo por causa de quem tinha como função, puxar as cortinas e não puxava, só para irritar.

Há dias em que parece que enlouqueço

Há dias em que me apetece abordar o teclado do computador e massacrar estas teclas, de maneira a que todas as letras, palavras, frases e ideias me desapareçam do cérebro.
Deixem-me em paz, foda-se!
Que nojo, porque é que um gajo pensa tanto, em tanta coisa? Em coisas que nada tem a ver connosco, que não lembram a quase ninguém, que não fazem sentido, que não servem de praticamente nada, que não levam a nada?
Perder, perder a noção do tempo, do espaço, de tudo o que me rodeia e escrever o cérebro, vazá-lo, fazer desaparecer tudo o que é ideia, tudo o que incomoda, o que não incomoda, o que chateia, o que faz rir, o que enerva, o que irrita, o que lembra o que não quero lembrar, o que faz esquecer o que é importante, tudo, tudo o que passa cá dentro.
Quero a receita, a prescrição, a mezinha, quero conhecer a fórmula e saber aplicá-la. Quero parar. Quero reescrever o cérebro. Mandar as dúvidas à merda e as certezas ao outro lado.
Extrair tudo da cabeça, fundir, refazer, baralhar e voltar a dar.
Há dias em que pagava para não pensar.
Raios partam a complexidade das coisas simples!

Psicadélica

A música.
A escrita.
As imagens que te atravessam a memória.
A memória, não: a cabeça.
Estas imagens não estão guardadas na tua memória.
Nunca as viste.
Cada vez que ouves esta música vês imagens novas, abstractas ou talvez não. Sem sabor. Imagens que não te transmitem sensações. Nem boas nem más. Imagens.
Pelo menos, nada de desagradável, porque senão, bastava desligar a música.
E quem te ouça (leia) convence-se facilmente que estás a gozar uma grande pedra.
Spinning, spinning, spinning, spinning, spinning…
Zoooooooooooooooommmmmmmmmmmmm….
Ressoa, não ressoa?
Incrível.
Pressa. Pressa em não chegar a lado nenhum, em não sair daqui.
Pressa em aproveitar, em gozar ao máximo o momento.
E as imagens multiplicam-se, sobrepõem-se, complementam-se, dividem-se, uniformizam-se...
Não são precisos “porquês”.
Sabem-te bem? Sentes-te bem?
Óptimo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Fácil de Entender

CD 1 e 2.
Um álbum fora do comum.
Os The Gift cresceram, ganharam uma maturidade impressionante, patente no vozeirão da vocalista e no resto da banda e estão como nunca estiveram.
Simplesmente fabulosos.
Grande álbum que para quem gosta, é mesmo "Fácil de Entender".

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Estas coisas irritam-me...

Em 2006 houve festa, festinha, festarola, festança, party's, raves, etc., etc., etc..
Têm todo o direito e (algumas, outras no meu entender não se justificam, outras até arrepiam) devem existir. Afinal, já dizem por aí que os tugas (onde vou incluir os açorianos) são dos que riem menos e que têm expressões mais sérias.
Eu sei que o dinheiro cabimentado para umas coisas não pode servir para outras (bom, às vezes, quando se quer muito, até se consegue mudar uma verbazita desta rubrica para aquela e por aí fora), mas depois há situações em que quem se lixa, é o do costume. Dizem-me alguns que são pormenores.
Para mim não são. Dizem-me "ah, é pouco tempo". Não é. É tempo a mais. Mas como é hábito e "tradição", está tudo bem.
Depois de muito se falar, enriçar e engonhar sobre o assunto, a Escola da Mãe de Deus á conseguiu ser alvo de (alguma) atenção e objecto de (algumas) obras.
As obras começaram no final do ano lectivo 05/06 e lá foram decorrendo. Entretanto, como não seria possível executar a empreitada a tempo de iniciar o novo ano lectivo com a devida normalidade, tratou-se de transferir alunos para a Roberto Ivens.
Certo é que as obras, que deviam estar prontas em Outubro/Novembro, arrastaram-se no tempo (o que é uma obra neste país, sem um atrasozito, que horror).
Bom, neste início de 2º período, os alunos voltaram à Mãe de Deus.
É claro e mais que óbvio que afinal afinal, as coisas ainda não estavam lá muito prontas e à porta da escola, para receber pais e alunos, lá se foi avisando que aulas era coisa que não iria ter lugar naquele recinto escolar, pelo menos esta semana.
Então e os alunos?
Ah, bom, vão fazer "atelier's".
Ai sim? Onde, como e de quê?
Bom, ainda não está bem definido, mas vão estar ocupados. Mas se alguns pais quiserem levar os filhos para casa, não os deixando na escola, não há problema, que não têm falta. (UAU!!!)
E lá andam os meninos a brincar aos "atelier's" sem saber muito bem o que andam a fazer.
Os que vão para a escola, claro. Podem sempre ficar em casa que não há faltas.
Para a semana que vem, sim, há-de haver aulas.
E pronto.
As obras, claro, atrasam sempre: é a vida. Os putos, esses, vão brincando ou então fiquem em casa.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Voltou

O Zirigunfo (entre outros) voltou ao Planeta Açores.
Lamenta-se a demora, compreende-se a explicação do porquê da ausência e agradece-se a reposição da normalidade do Planeta Açores.
O Zirigunfo não pediu para entrar, também não pediu para sair. Por isso, dá-se por satisfeito por, depois do interregno que já foi explicado e resolvido pelo criador do Planeta Açores, ter voltado à "cena" no agregador de blogues que julgo ser onde a maior parte dos internéticos acaba por aceder ao que se vai escrevendo por aí.

Depois...

...de ouvir incontáveis "boas entradas" e inúmeros desejos de melhor novo ano e que 2007 traga tudo de bom que 2006 não trouxe e blá blá blá, para além dos "bom ano" ou "feliz ano novo", agora, depois, depois mudou a data e ficou tudo na mesma.
Se bem que continuo a dizer que tenho a convicção que este 07 vai ser melhor que o 06.
Não vou ficar à espera.
Vou fazer para que tal aconteça, pelo menos no que estiver ao meu alcance.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Começando o ano em beleza (e a rir ironicamente)

Diz o Bush pai para o Bush filho:
- Meu filho, estás a cometer no Iraque o mesmo erro que eu cometi com a tua mãe: não retirei a tempo...

domingo, 31 de dezembro de 2006

Sem razão aparente...

... estou de alguma forma (vá-se lá saber pq) confiante em 2007. Claro que no final do ano posso vir a dizer que a coisa não correu assim tão bem afinal.
Mas antes de lá chegar, confesso que espero um bom ano.

GRUNF

'tou fartamente cansado de 2006. Ou deverei dizer cansadamente farto? Tanto faz.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Sinalizada para morrer

A Sara morreu. Morreu vítima de maus tratos, que é a forma politicamente correcta de dizer que a Sara (com 2 anos) levou porrada toda a sua curta vida.
Certo é que a Sara estava "sinalizada" por mais do que uma Comissão de Protecção de Menores.
Serviu-lhe de muito...
Tenho a certeza que neste pobre país existem CPM's e Assistentes Sociais com grande mérito, mas também tenho toda a sensação (e cada vez mais) que boa parte ds CPM's são constituídas com `"Doutoras" de gabinete, umas com tamanha insensibilidade que tratam as Saras deste Portugalzeco, como apenas um número.
E os números não levam porrada.
Mas podem ser sinalizados.
O "número" da Sara estava. Em duas CPM's distintas do Portugal que deixa as Saras morrerem nas mãos de pais bárbaros.
Sinceramente, neste como nos demais casos que têm acontecido por este país (uns que resultam na morte de crianças que mais valia não terem nunca vindo ao mundo, outros que deixam marcas para o resto da vida em crianças que se tornam em adultos traumatizados e muitas vezes violentos), as CPM's (todos os seus elementos) deviam sentar-se no banco dos réus.
Afinal, a Sara morreu não só pelos maus tratos, mas porque as CPM's que a "sinalizaram" não fizeram mais que ocupar tempo em burocracias estúpidas. Muitas vezes, aposto, enquanto a Sara estava a levar porrada.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Portem-se mal, portem-se bem...

... portem-se como como quiserem, mas acima de tudo, façam por se sentir bem e estar bem.
A vida não é complicada, nós é que temos a puta da mania de a tornarmos complicada, por isso, descompliquem-se, tornem-se mais simples, não inventem, vivam a época tal como ela é, tal como queiram que ela seja, ou no mínimo dos mínimos, tal como a possam viver. Bom Natal. E acima de tudo, força para 2007. Independentemente de politiquices e afins, tenho sinceramente esperança que o 07 seja melhor que este 06 que feliz e finalmente 'tá a dar as últimas. Apostem em cada um de vós, (esta merda 'tá-me a soar a sermão de missa rafeira (sim, porque as há), esforcem-se, tentem ser melhor do que foram este ano, mesmo que à partida pensem que não será fácil...
Nunca se deve partir para nada, com a sensação de que à partida, estamos derrotados. A isso chama-se desistir. Eu não desisto. Arrisco-me até a dizer "nunca", embora às vezes me apeteça.
Aos que me enviaram mensagens de Boas Festas (por mail, irc, msn, telemóvel), agradeço o facto de se lembrarem de mim, nem que seja por percorrer a lista de contactos e encontrar o meu nome e desejo a todos, tudo aquilo que me desejaram a mim.
Sem ironias, sarcasmos ou pruridos: sejam mais felizes em 2007, porque sem dúvida, estamos todos a precisar de mais qualquer coisa.
Sem pessimismos, continuo a pensar num futuro melhor, nem que seja aos poucos e sei que vou chegar lá. Vamos chegar lá. É preciso algum (muito esforço). É. Mas se não fosse preciso tal esforço, nem iria saber bem. Mas vai. A cerca de 24 horas de ver um dos meus filhos abrir as prendas de Natal, acho que muitas das vezes, o resultado do trabalho e empenho de muito tempo, acaba por se manifestar num momento, rápido, curto, passageiro, mas a força desse momento compensa todo o trabalho e empenho de muito tempo.
Ao meu filho mais velho (o Gabriel) , que está geograficamente longe mas sentimentalmente tão perto de mim quanto o meu filho mais novo (que vive comigo, o André), desejo (e garanto que tudo farei) para que os desejos dele se realizem, na medida do possível, com a ajuda e as limitações de um pai que está a mais de 1500 Kms de distância, mas que sente todos os dias que lhe faz falta, e a quem falta "qualquer coisa" tão importante como um filho, que não pode nem é substituído por outro. O Gabriel e o André são dois homenzinhos com um futuro formidável pela frente. Na relação entre homem e mulher, acredito na máxima "longe da vista, longe do coração". Na relação entre pai e filho, nem pouco mais ou menos.
Farto de lamechices, não digo mais nada.
Vamos ser optimistas? Eu vou. Eu sou. E quero continuar a ser.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Há dias..

... em que evitamos falar em assuntos que nos incomodam sobremaneira. Evitei falar na morte (sim, morte, nada de "desaparecimento" ou coisa do género) do José Sousa (um SIR à face da terra) porque me incomodou imenso. Sou uma "besta malcriada". Essa é pelo menos a fama que tenho perante certas pessoas. Não é disso que aqui falo (agora).
Morreu a Leonor Colaço.
Da TSF.
Não a conheci pessoalmente. Ouvi-a "n" vezes. Era uma voz familiar. Como muitas outras que considero colegas de trabalho, embora não as conheça pessoalmente.
Enquanto fui correspndente da RDP Açores aconteceu o mesmo. Falei durante anos (sim, anos) com pessoas que não conhecia pessoalmente e cultivei amizades que ainda hoje mantenho, nem que seja ao nível da consideração que tenho por certas pessoas que lá trabalham.
Há gente neste mundo que não sabe o que vale. Outros existem porém, que sabendo o que não valem, fazem-se passar por "obras de arte".
Há que saber viver com isso.
E perante tais "exemplos", o melhor é mesmo sorrir.
Conheço nesta terra uma mulher, "colega" (quem sou eu para me considerar colega dela), amiga (não só minha, de todos os colegas) que sabe sorrir e "contaminar" quem está por perto, independentemetne de todas as contrariedades que lhe tem surgido pela frente.
No fim de contas, cada um sabe de si. E cada um "gere" as emoções e enfrenta as tais contrariedades como sabe, pode ou consegue gerir.
Eu conheço um exemplo nesta terra. Um excelente exemplo. Dou-me por feliz por isso.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Álcool

(este texto foi escrito (por mim) há meia dúzia de anos e foi-me enviado por um amigo meu, proprietário do computador onde repousava, qual whisky ou porto velho, em cascos de carvalho, para não dizer outra coisa. Este blog é meu. Venha quem vier, apareça quem quiser e quem aqui se sentir bem).

Somos todos muit’a bons, trá lá lá.


Ou

You just don’t get it, do you?



Some men see things as they are and ask why,
I dream of things that never were and say why not.

(Robert Kennedy)

It’s all the same fucking day, men!”
(Janis Joplin’s)

Pruridos
Tive em tempos a certeza e a glória de meter na cabeça que não sabia escrever informaticamente falando, quando se tratava de expor ideias e não histórias, peças jornalísticas e reportagens inquietantes. No computador, só trabalho, só transcrições, notícias e afins.

Infelizmente só há pouco tempo decidi que estava estupidamente enganado, somando a todas as outras “estupidezes” cometidas. Holly Shit!

Try just a little bit harder
(Joplin’s ,quem mais)


Diz-se que está tudo escrito. É mentira. Diz-se que tudo está pensado. Verdade. Ou consequência, vá-se lá saber.
Ponham no papel. Força, se são capazes.
“Maior justiça social, mais para os que têm menos, etc., etc., etc.”.
Boa.
“Palavras, leva-as o vento”. Leva nada. O vento, a única coisa que consegue levar é o nosso mau cheiro, para mais longe. Até cheirarmos mal em tudo quanto é canto.
“Vamos ser sérios!”, “você não está a ser sério!”, “seja sério!”, “não falo com gente que não consegue ser séria!”.
Palavras, come-as quem quer. “De intenções, está o inferno cheio”.
E a terra, não? E nós, também não? Mas ainda há alguém à face da terra que não esteja farto e cheio e farto e redondamente obeso de intenções? Quantos são? Venham eles, que eu não tenho medo!
Calem-se as bestas, a partir de hoje é proibido ter somente intenções, apenas ideias.
Força, é preciso é força, é preciso, tal como já dizia o célebre outro, “arregaçar as mangas” e fazer alguma coisa pela vida. Mas fazer a sério. Da boca para fora, estamos todos saciados, aliás, só nos apetece é vomitar. Não há pança que aguente mais.
Mas há alguém que trabalhe única e exclusivamente em prol dos outros? Pois, só dá é vontade de rir. E sabem porquê? Porque são tão poucos que só nos parecem é anormais. Anormalóides, broncos, interesseiros (ora bem) e por aí além.
Como somos todos muito espertos e temos a mania que, a nós, ninguém nos leva! (nem cala), desconfiamos de todos quantos não nos querem mesmo levar, pelo menos à descarada.
Porque afinal, não há mal nenhum em ser levado, se ao menos soubermos que o estamos a ser. Sim, porque eu sou levado, mas ninguém pense que não estou farto de saber que sou! Ouviram? Não? Tanto faz.
As praias só devem ser limpas se eu tiver oportunidade de dizer que fui eu que as limpei. Senão não interessa. As coisas só devem estar mal se for eu o primeiro a dizer que está tudo mal. Senão, também não interessa.
Só posso ignorar tudo o que até agora se passou, se for eu a dizer que, a partir de amanhã, vou fazer melhor do que alguma vez existiu.
Mandem o partido à fava (ou à pevide, tanto faz) e façam algum pela vida. Pela vida de todos, se todos quiserem. Se não quiserem, pois sim, façam-no à mesma. E vão ver que em vez de terem tanto que falar, vão ter muito mais com que se orgulhar.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Uma tonelada de cinismo em 9% de aumento

O tabaco vai aumentar 9%, já a partir de Janeiro.
O tabaco devia aumentar para 4 ou 5 Euros de vez, mas apenas se o governo (não tem a ver com este especificamente, mas é este que cá está agora) da república tivesse tomates para de uma vez por todas, comparticipar os "tratamentos" para deixar de fumar.
Se não os tem, peçam-nos emprestados.

Isto anda...

... estranho, chato, amorfo, enfadonho. Pode (deve) ser da época, propícia à enfadonhice, realmente.